v2.0

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Como é classificado o fluxo de caixa (DFC/CVM)

Como é classificado o fluxo de caixa (DFC/CVM)

Como é classificado o fluxo de caixa (DFC/CVM)

1) Visão Geral

O sistema lê as Demonstrações de Fluxo de Caixa (DFC) padronizadas pela CVM (códigos 6.01/6.02/6.03), normaliza descrições, e classifica cada linha em categorias padronizadas (ex.: CAPEX, Pagamento de Juros, Amortização de Dívidas).
A classificação combina histórico temporal com IA de consenso multi-modelo (3 modelos) para aumentar a precisão e atribuir níveis de confiança por linha, além de flags de auditoria.

Resultados práticos:

  • Cálculo consistente do FCL e da ponte de caixa.

  • Identificação de linhas que devem ou não devem entrar no FCL (ex.: excluir itens não-caixa).

  • Comparabilidade entre empresas e trimestres, com atenção setorial.


2) Métrica-chave: FCL (Fluxo de Caixa Livre Desalavancado)

O FCL mede o caixa gerado após os investimentos operacionais, antes de estrutura de capital.

Fórmula (resumo)

CFO Ajustado = CFO (6.01)
 + Principal de arrendamentos (IFRS 16)
 − Juros pagos reportados em 6.01
 − CAPEX reportado em 6.01
 − Vendas de ativos reportadas em 6.01
 + Ajustes extras (padronizações operacionais)

FCL = CFO AjustadoCAPEX orgânico (6.02) + Venda de ativos (6.02)

Observação: a metodologia trata reclassificações comuns no Brasil (ex.: CAPEX e vendas de ativos lançados no operacional) para tornar o FCL comparável.


3) Estrutura do DFC (CVM)

  • Operacional (6.01.x): atividades do negócio e capital de giro.

  • Investimento (6.02.x): aquisição e venda de ativos de longo prazo.

  • Financiamento (6.03.x): dívidas, capital, dividendos, recompra de ações.


4) Como Funciona a Classificação (pipeline)

  • Padronização: lemos as DFCs da CVM e normalizamos descrições/valores ao longo do tempo.

  • Classificação por IA: cada linha é categorizada (Operacional, Investimento, Financiamento) e recebe rótulos de confiança e consenso.

  • Ajustes essenciais: reclassificações pontuais e exclusão de itens sem efeito caixa.

  • Contexto setorial: regras complementares por setor para manter comparabilidade.

  • Persistência & auditoria: salvamos categorias e metadados para compor as telas (ponte de caixa, FCL, indicadores).


5) Categorias exibidas (o essencial)

As linhas mostradas nas telas (ex.: Pagamento de Juros, M&A, Amortização, Captação, Dividendos) são agrupadas a partir da DFC da CVM:

  • Operacional (6.01)
    Pagamento de Juros, Pagamento de Arrendamentos (IFRS 16), Dividendos/JCP Recebidos.

  • Investimento (6.02)
    CAPEX, Venda de Ativos, M&A, Outorga/Concessão.

  • Financiamento (6.03)
    Captação de Financiamentos, Amortização de Financiamentos, Pagamento de Dividendos/JCP, Aumento de Capital, Recompra de Ações.

  • Sem impacto de caixa
    Subtotais e reconciliações são excluídos dos cálculos (não entram na ponte nem no FCL).


6) Confiança e consenso (como interpretar)

Cada linha classificada traz um nível de confiança (alta/média/baixa) e um indicador de consenso entre modelos (sim/não).


7) O que aparece nas telas

  • Linhas de ponte de caixa: Pagamento de Juros, Amortização, Captação, Dividendos, M&A, CAPEX, Venda de Ativos (todas já padronizadas e reclassificadas quando necessário).

  • Métricas-chave: CFO Ajustado e FCL (derivados diretamente das linhas acima).

  • Indicadores (exemplos): FCL/Receita, Cobertura de Juros (CFO/Juros pagos), CAPEX/Receita, Dívida Líquida/FCL.


8) Fontes e Atualização

  • Base: DFCs (ITR/DFP) enviadas à CVM.

  • Atualização: trimestral, conforme calendário de divulgações.

  • Rastreabilidade: cada classificação guarda metadata de processamento e auditoria.


© 2026 Credit Guide

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