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Como usar o Screening na prática

Como usar o Screening na prática

Como usar o Screening na prática

O que cada filtro e recurso faz — e exemplos reais de como eles ajudam você a encontrar oportunidades e controlar risco.


Filtros de análise

Defina o universo de ativos e combine filtros para chegar rapidamente nos que cabem na sua estratégia.

  1. Filtro por Grupo Econômico

Agrupa todos os ativos ligados a uma mesma holding, mesmo quando emitidos por SPEs ou veículos diferentes (debêntures, CRIs, CRAs).



Como usar

No filtro Grupo Econômico, selecione o grupo desejado — o nome do emissor nem sempre revela a holding por trás.

Exemplos práticos

  • Controle de concentração: selecione Energisa e veja de uma vez os 85 ativos do grupo em 10 emissores — confira seu limite de exposição antes de comprar mais um papel.

  • Distorções dentro do grupo: com uma visão formada sobre o crédito, compare os papéis das empresas ligadas e identifique distorções de spread entre emissões relacionadas.

  1. Spread Equivalente com IR

Coluna que aplica o gross up do IR ao ativo isento, colocando isentos e tributados na mesma régua de comparação.


Como usar

Compare a coluna Spread Eq. com IR em vez do Spread Over sempre que houver ativos isentos e tributados na mesma análise — ela aplica o gross up do IR ao isento e coloca os dois na mesma régua.

Exemplos práticos

  • Isento × tributado no mesmo emissor: na Vamos, a debênture (tributada) tem Spread Over de 4,13% e o CRA (isento) 3,96% — quase iguais. Pela coluna Spread Eq. com IR, a debênture continua 4,13%, mas o CRA sobe para 7,35%: bem mais atrativo líquido de imposto.

  • Carteira mista: ao montar uma posição com isentos e tributados, padronize todos na mesma base antes de comparar e decidir.

  1. Prêmio vs Piso do Emissor

Diferença entre o spread do ativo e o menor spread observado para o mesmo emissor.


Como usar

No botão +, adicione o campo Prêmio vs Piso Emissor. Depois clique no cabeçalho da coluna para ordenar em ordem decrescente e trazer ao topo as maiores distorções — papéis pagando bem acima da própria curva do emissor.


Exemplos práticos

  • Achar o papel “barato” do emissor: dois títulos do mesmo nome, um pagando bem acima do outro — capture o prêmio extra sem mudar o risco de crédito.

  • Identificar distorções: prêmios muito altos costumam sinalizar papéis pouco negociados ou desarbitrados pelo mercado.

  1. Indicadores de Crédito

Filtros por fundamentos do emissor (liquidez corrente, alavancagem, cobertura de juros e mais) que podem ser combinados.

Como usar

No botão +, adicione os indicadores desejados e aplique vários ao mesmo tempo para estreitar o universo de acordo com os seus critérios de qualidade.

Exemplos práticos

  • Triagem de qualidade: liquidez corrente > 1,5 + dívida líquida/EBITDA < 2 reduz de 1.530 para ~172 nomes mais sólidos.

  • Sua política de crédito: replique os critérios do seu mandato e veja apenas os ativos que passam por eles.

  1. Avaliação CG

Classificação de risco de crédito do emissor, numa escala única de risco muito baixo a muito alto.

Como usar

No botão +, adicione o campo Avaliação CG e filtre pelos níveis de risco que cabem no seu mandato. Combine com spread para equilibrar risco e retorno.

Exemplos práticos

  • Definir o teto de risco: mantenha só risco baixo e muito baixo para uma carteira conservadora.

  • Retorno com risco controlado: dentro de um nível de risco aceitável, ordene por spread para achar os melhores pagadores.

Importante: a Avaliação CG considera apenas indicadores quantitativos de crédito do emissor. Ela não incorpora o grupo econômico (capacidade e possibilidade de suporte) nem fatores qualitativos. Use como ponto de partida, não como veredito final. Entenda a metodologia.

  1. SAPE CG

Spread ajustado pela perda esperada: desconta do spread a perda estimada (PD da Avaliação CG × LGD do setor).

Como usar

No botão +, adicione o campo SAPE CG. Depois compare a coluna com o spread e ordene por ela para ver o carrego que sobra depois de descontar o risco.

Exemplos práticos

  • Não cair em “spread alto, risco alto”: um papel pode pagar bem e ainda ter SAPE negativo — sinal de que a perda esperada consome todo o prêmio.

  • Ranquear por retorno ajustado ao risco: o topo do SAPE concentra os ativos onde mais prêmio sobra após a perda esperada.

Importante: o PD usado no SAPE vem da Avaliação CG, então ele herda as mesmas limitações — é baseado só em indicadores quantitativos, sem considerar grupo econômico ou fatores qualitativos. Entenda a metodologia.

  1. Volume Médio 20D

Volume médio negociado nos últimos 20 dias — uma medida de liquidez de mercado do ativo.


Como usar

Filtre ou ordene pela coluna Volume Médio 20D para priorizar papéis com liquidez compatível com o seu tamanho de posição.

Exemplos práticos

  • Garantir a saída: filtre volume acima do tamanho típico das suas ordens para não ficar preso numa posição ilíquida.

  • Carteira de giro: priorize os papéis mais negociados quando a estratégia exige entrar e sair com frequência.


  1. Variação de Spread 30D

Quanto o spread do ativo abriu ou fechou nos últimos 30 dias.

Como usar

No botão +, adicione o campo Var. Spread 30D e ordene pela coluna para ver os movimentos recentes de cada papel.

Exemplos práticos

  • Caçar oportunidades: papéis que abriram spread recentemente podem ter ficado baratos — cruze com Prêmio vs Piso para confirmar.

  • Realizar lucro: papéis que fecharam muito o spread podem ser hora de reduzir posição.

  1. Lista completa (além da ANBIMA)

Uma chave que amplia o Screening da lista precificada pela ANBIMA (1.530 ativos no vídeo) para a base completa (10.798), incluindo emissões que a ANBIMA não cobre.


Como usar

Ative a chave Todos os ativos para trazer toda a base. Os ativos fora da ANBIMA mantêm emissor, vencimento, taxa da emissão e, em parte, grupo, setor e Avaliação CG — mas não têm referência de mercado (spread, YTM, preço, duration, volume).

Exemplos práticos

  • Mapear o universo de um emissor ou grupo: veja todas as emissões de um nome — inclusive as não precificadas — para due diligence ou para descobrir papéis que vale buscar cotação no balcão.

  • Originação por critérios de emissão: combine Debêntures + Setor Elétrico + Volume de Emissão > R$ 100 mi + Isentas para mapear emissões com o perfil que você procura — mesmo as que a ANBIMA não precifica — e então buscar cotação.

Atenção: nos ativos fora da ANBIMA não há referência de taxa/spread/preço. Use a lista completa para mapeamento e originação, não para comparação de spread — recursos como Spread Eq. com IR, Prêmio vs Piso e SAPE CG não se aplicam a eles.


Visualização

O gráfico transforma a tabela filtrada num mapa de risco × retorno.

  1. Gráfico de Dispersão

Mostra os ativos filtrados em spread × duration, com opção de alternar o spread para o equivalente com IR e trocar o eixo X para Dívida líquida/EBITDA (alavancagem).


Como usar

Abra a visão de gráfico após filtrar, ative o toggle Spread Eq. com IR e troque o eixo X entre Duration e Dívida líquida/EBITDA conforme a análise.

Exemplos práticos

  • Melhor risco-retorno visualmente: o canto superior esquerdo (mais spread, menos alavancagem) concentra as relações mais atrativas.

  • Detectar outliers: pontos fora da nuvem são candidatos a uma olhada mais de perto — caros ou baratos demais para o grupo.


Produtividade

Recursos para analisar mais rápido e reaproveitar o seu trabalho.

  1. Adicionar Carteira

Sobrepõe a sua carteira ao universo filtrado, tanto na tabela quanto no gráfico.



Como usar

Depois de aplicar os filtros, abra o filtro Carteiras, escolha Incluir, marque a carteira e clique em Aplicar: as posições entram na tabela e aparecem como estrelas no gráfico, no meio do universo comparável. O gráfico mostra até 1000 pontos; se aparecer o aviso para refinar, filtre um pouco mais.

Exemplos práticos

  • Benchmark da carteira: veja rapidamente se seus papéis pagam acima ou abaixo do mercado comparável.

  • Achar trocas melhores: identifique posições de risco mais alto (destacadas em vermelho) que têm, no mesmo gráfico, alternativas de duration parecido, risco menor e spread ajustado por gross up maior — candidatas naturais a substituição.

  1. Ordenação multi-coluna

Ordena a tabela por mais de uma coluna ao mesmo tempo.

Como usar

Clique numa coluna para ordenar, segure Shift e clique em outra para ordenar em camadas.

Exemplos práticos

  • Risco e depois retorno: ordene por Avaliação CG e, dentro de cada nível, por Spread Eq. com IR — o melhor pagador de cada faixa de risco.

  • Setor e depois liquidez: agrupe por setor e veja os papéis mais líquidos dentro de cada um.

  1. Fixar linhas

Fixa até 3 ativos no topo da tabela, para compará-los enquanto você percorre o restante. Disponível nos Screenings de Bancários, Debêntures/CRI/CRA, Fundos e FIDC.

Como usar

Passe o mouse sobre um ativo e clique no alfinete à esquerda do código para fixá-lo no topo — até 3 ao mesmo tempo (ao fixar um 4º, o mais antigo sai do topo). Clique no alfinete laranja para soltar.

Exemplos práticos

  • Comparar finalistas: fixe os papéis que você está avaliando e eles ficam no topo enquanto você percorre o restante da tabela.

  • Referência sempre à vista: deixe no topo um papel que você já tem e compare com cada candidato que aparece embaixo.

  1. Reorganizar colunas

Muda a ordem das colunas arrastando o cabeçalho, e a lista salva guarda essa ordem. Disponível nos Screenings de Bancários, Debêntures/CRI/CRA, Fundos e FIDC.

Como usar

Clique no nome de uma coluna e arraste para a esquerda ou para a direita: a linha verde mostra onde ela vai entrar. Solte e clique em Salvar para guardar a ordem na lista.

Exemplos práticos

  • Tabela do seu jeito: traga para perto do código as colunas que você mais usa e salve a lista para reabrir a tabela sempre na mesma ordem.

  • Comparar lado a lado: coloque colunas relacionadas juntas, como Spread Over e Spread Eq. com IR, para ler as duas sem rolar a tabela.

  1. Explicação das colunas

Mostra o que cada campo mede — e, nos indicadores, a fórmula — antes de você adicioná-lo à tabela. Disponível nos Screenings de Bancários, Debêntures/CRI/CRA, Fundos e FIDC.

Como usar

No botão +, abra uma categoria e pare o mouse sobre um campo: a explicação aparece ao lado do menu. Clique no campo para adicioná-lo como coluna.

Exemplos práticos

  • Escolher o indicador certo: na dúvida entre Liquidez Corrente e Liquidez Imediata, compare as fórmulas antes de adicionar.

  • Entender um campo novo: veja o que o campo mede antes de usá-lo para filtrar ou ordenar a tabela.

  1. Salvar Listas

Guarda uma combinação de filtros numa lista com nome, para reaplicar quando quiser.


Como usar

Monte os filtros, clique em Salvar e dê um nome à lista. Para reaplicar, abra o menu ao lado do título da página, escolha Carregar lista e selecione a lista: os filtros e a ordem das colunas voltam com um clique.

Exemplos práticos

  • Rotina diária: reabra sua tela de “oportunidades” a cada atualização de mercado sem refazer os filtros.

  • Padronizar o time: use os mesmos critérios de triagem entre analistas para falar a mesma língua.

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